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Zâmbia afirma que irá matar 2 mil hipopótamos para controle populacional

Compartilhe:     |  3 de novembro de 2018

O ministro de turismo da Zâmbia, na África, afirmou que o país irá matar até 2 mil hipopótamos que habitam o país nos próximos cinco anos.

Charles Banda disse que a população de hipopótamos não pode ser sustentada pelos níveis de água no rio Luangwa, onde a maioria dos animais estão localizados.

O governo decidiu, portanto, prosseguir com o plano de controlar a população de hipopótamos no leste da Zâmbia.

“O Parque Nacional de South Luangwa tem uma população de mais de 13 mil hipopótamos, mas a área é ideal apenas para 5 mil hipopótamos”, disse Banda, acrescentando que o ecossistema seria ameaçado.

“Mover os hipopótamos para outros corpos de água seria muito caro. No momento, a única opção que temos é matar os animais”.

No país, em 2016, o governo teria suspendido o mesmo plano devido à protestos de ativistas defensores dos animais. A organização britânica Born Free liderou a campanha, descrevendo-a como caça de troféus.

Recentemente, a Born Free em resposta disse em seu site que a Zâmbia não forneceu evidências científicas robustas demonstrando que há uma superpopulação de hipopótamos no rio Luangwa.

“Evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando a população, potencialmente estabelecendo um ciclo vicioso de morte e destruição”, afirmou.

Born Free havia dito em 2016 que o raciocínio científico para matar até 2 mil hipopótamos quando sua população em toda a África Austral era de 80 mil hipopótamos era questionável.



Fonte: Anda



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