Notícias

Zerar emissões já não basta para deter o aquecimento global

Compartilhe:     |  19 de novembro de 2020

Será que Elon Musk, sua namorada Grimes e o filho X Æ A-Xii sobreviverão indo morar em Marte? Porque aqui na Terra o fogo vai pegar!

Se as projeções recém estudadas e publicadas na Nature Scientific Reports baterem, o aquecimento global chegou ao ponto do não retorno e a Terra será de fato inabitável, pelo menos para nós, pobres mortais.

Jorgen Randers e Ulrich Goluke, ambos cientistas da Norwegian Business School, em Oslo, Noruega, fizeram um modelo que simulou o clima global entre 1850 e 2500. O modelo (ESCIMO) mostra o derretimento contínuo do permafrost mesmo que todas as emissões de GEE causadas pelo homem cessem em 2020.

O modelo por eles criado mostra que não basta interromper o aquecimento global cortando emissões. É preciso que enormes quantidades de CO2 sejam extraídas agora da atmosfera.

Tarde demais, o estudo mostra que para frear o aquecimento global, deveríamos ter feito alguma coisa já nos anos 1960 e 1970, pois a Terra continuará a se aquecer por centenas de anos, ainda que reduzirmos as emissões climáticas a zero hoje.

Por exemplo,

“se as emissões climáticas causadas pelo homem atingirem o pico em 2030 e nós as reduzirmos a zero em 2100, o estudo estima que a temperatura global aumentará 3°C no ano 2500, em comparação com 1850. O nível do mar aumentará 3 metros“, lê-se no artigo da Norwegian Business Scholl.

“Se tivéssemos cortado todas as emissões climáticas causadas pelo homem até 2020, o modelo do Professor Randers mostra que a temperatura global ainda aumentaria 3°C em 2500, e os níveis do mar aumentariam 2,5 metros em comparação com o ano de 1850″.

É tarde! O gelo do Ártico vai continuar a derreter mesmo se reduzirmos as emissões climáticas agora. E o seu derretimento significa ainda mais calor, isso porque o gelo reflete a luz e o calor do sol para o espaço. Com gelo derretido e Terra mais escura, a água e o solo absorvem mais calor e aquecem o globo. Ademais,

“O gelo e o permafrost também contêm gases climáticos como vapor de água, metano e CO2. Quando o gelo e o permafrost derretem, esses gases são liberados para a atmosfera. Isso pode fazer com que o aquecimento global continue, mesmo se eliminarmos todas as emissões climáticas da atividade humana, como a indústria e as viagens aéreas.”

Estamos fritos

Ok! Estamos fritos e este é o milésimo estudo que tenta mostrar por A mais B que é preciso tomar ação imediata!

Sim mas mesmo assim, a questão climática não está sendo tratada com a urgência necessária como estamos, por exemplo, lidando com a pandemia, na corrida pela vacina.

A lista dos afazeres é longa. Os autores do estudo são categóricos: é preciso investir em projetos de captura e armazenamento de carbono para implementar a remoção em grande escala de CO2 da atmosfera nos próximos 100-150 anos.

Além disso, é preciso interromper todo o uso de carvão, petróleo e gás até 2050 e restaurar vastas áreas de floresta e terra.

O professor Randers aceita sugestões e críticas e diz que “nada me deixaria mais feliz do que saber que meu estudo superestima o efeito do derretimento do Ártico“, contudo, ele alerta: precisamos levar esse problema a sério.

Se Elon Musk pode se salvar, bem que ele poderia abrir a carteira como fez o seu colega da lista dos mais ricos do mundo, e dar umas pechinchas milionárias a favor da Vida na Terra! Afinal, o que são US$ milhões para quem tem US$ bilhões?



Fonte: GreenMe - Daia Florios



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Colecionadores de fãs, os siameses são inteligentes, comunicativos e brincalhões. Conheça curiosidades da raça

Leia Mais